18 técnicos para 18 clubes: quem vai comandar a Bundesliga 2026/27

A composição da Bundesliga 2026/27 já está definida, mas o mapa dos treinadores ainda está em construção. Veteranos experientes, apostas jovens e retornos surpresa – a prateleira de nomes que vão disputar o campeonato alemão na próxima temporada é mais variada do que nunca.
Os favoritos e seus estrategistas
No topo, o Bayern de Munique chega com Vincent Kompany consolidado no cargo e uma estatística difícil de ignorar: 122 gols marcados na última Bundesliga, recorde histórico da competição. O belga, que assumiu em julho de 2024 vindo do Burnley, também garantiu o doblete doméstico e só parou nas semifinais da Champions League, eliminado pelo Paris Saint-Germain, que acabou campeão. Contrato até 2029. A máquina não para.
Logo atrás, o Borussia Dortmund terá Niko Kovač por uma temporada completa. O croata chegou em fevereiro de 2025 com o clube afundando na 11ª posição e entregou uma arrancada de oito jogos sem derrota para fechar na zona de Champions. Em 2025/26, o BVB terminou em segundo com a melhor defesa do campeonato – apenas 34 gols sofridos. Kovač já venceu a Copa da Alemanha pelo Eintracht Frankfurt e o doblete pelo Bayern. Sabe o que faz.
O RB Leipzig apostou em Martín Demichelis para substituir Ole Werner, que foi demitido apesar de um terceiro lugar. O argentino, campeão da Bundesliga pelo Bayern como jogador, tem passagens por Monterrey e Mallorca como treinador. Estreia no futebol alemão do outro lado do banco.
Histórias que chamam atenção
Sebastian Hoeneß transformou o Stuttgart. Quando assumiu em abril de 2023, o clube estava a cinco pontos da zona de rebaixamento. Hoje, dois acessos à Champions League e uma Copa da Alemanha depois, os Suábios estão entre as grandes forças do país. Sobrinho de Uli Hoeneß, ele está construindo sua própria lenda.
Em Friburgo, Julian Schuster levou o clube à primeira final europeia da história – perdeu para o Aston Villa na Europa League, mas o feito é inédito. Primeira experiência como treinador principal. Parece veterano de guerra.
No Schalke, Miron Muslić encerrou três anos de ausência do clube na Bundesliga ao conquistar o título da segunda divisão. O bósnio já tinha chamado atenção ao eliminar o Liverpool na FA Cup quando ainda estava no Plymouth. Agora terá que confirmar no nível mais alto.
Retornos, apostas jovens e missões de resgate
Adi Hütter volta ao Eintracht Frankfurt depois de passagens por Mönchengladbach e Monaco. A missão é direta: devolver o clube ao futebol europeu após uma temporada apagada. Carles Martínez chega ao Bayer Leverkusen como terceiro treinador em um ano – depois de Erik ten Hag e Kasper Hjulmand – com o objetivo de recuperar a Werkself das cinzas de uma campanha decepcionante. O espanhol rodou pelo Toulouse na Ligue 1 antes de aceitar o desafio.
No Hamburgo, Merlin Polzin, 35 anos, devolveu o clube à elite alemã após anos de divagação na segunda divisão. O mais jovem da lista entregou na primeira temporada com um 13º lugar – e a torcida quer mais. Em Berlim, Mauro Lustrinelli assume o Union depois de Marie-Louise Eta, primeira treinadora da história da Bundesliga, que vai comandar o time feminino. O suíço chegou com status: levou o Thun ao título inédito da Super Liga Suíça.
Christian Ilzer transformou o Hoffenheim de candidato ao rebaixamento em postulante à Champions em uma única temporada – terminou em quinto e garantiu a Europa League. Assinou novo contrato longo em maio. Urs Fischer, ídolo no Union Berlin, repetiu o truque no Mainz: pegou o time em crise e entregou estabilidade e uma campanha razoável na Conference League. A Bundesliga 2026/27 promete.





