Endrick rebate rumores e defende Ancelotti na Copa do Mundo 2026

O jovem atacante do Real Madrid usou a vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Haiti para encerrar, na prática, semanas de especulação nas redes sociais: não há briga com Carlo Ancelotti, não há crise, e a reserva era só uma questão de momento. Endrick entrou aos 63 minutos, foi ovacionado em Filadélfia e fez questão de ser claro sobre isso depois do apito final.
Memes virais, um empate frustrante e uma entrada aplaudida
Tudo começou quando o Brasil ficou no 1 a 1 com o Marrocos e Endrick nem saiu do banco. O X virou um festival de memes questionando se Ancelotti “odiava” o garoto, numa referência à gestão criteriosa de minutos que o treinador já adotava no Real Madrid. A zoação tomou proporções consideráveis. Afinal, o atacante de 19 anos passou boa parte da última temporada emprestado ao Lyon e voltou ao clube espanhol acumulando expectativa.
Na partida seguinte, o torcedor respondeu à sua maneira. Quando Endrick substituiu Matheus Cunha, o estádio aplaudiu. O gol que marcou acabou anulado por impedimento, mas a mensagem estava dada: a pressão pública por mais minutos é real. E o próprio jogador a recebeu com gratidão, não com desconforto.
“Ele sabe o que faço quando entro em campo”
No vestiário, Endrick foi direto. “Passei um ano com ele no Real Madrid, graças a Deus pude jogar muitas partidas. Sejam cinco, dez ou 15 minutos, estive ao lado dele. Ele sabe o que faço quando entro, dou tudo pelo time. Isso não muda aqui com a seleção.”
Ele foi além. Em vez de defender sua própria posição, virou o argumento ao contrário: o treinador não trabalha para agradar jogador nem torcida, trabalha pelo coletivo. “Ele não vai fazer o que é melhor para o Endrick. Vai fazer o que é melhor para o time.” É o tipo de declaração que desarma qualquer narrativa de conflito antes que ela ganhe fôlego.
Ancelotti, por sua vez, já havia sinalizado paciência antes do jogo contra o Haiti: “Vou colocar o Endrick no momento certo. Ele vai ser importante nessa Copa. É maduro para a idade, não tem pressa. Nem a família dele tem.”
Brasil vence, mas o debate sobre o time titular ainda está aberto
Com a primeira vitória no torneio, a seleção volta a atenção para a liderança do Grupo C. Vinicius Jr. e Matheus Cunha seguram espaço no time titular por ora. Endrick permanece na sombra, mas uma sombra que aplota qualquer estádio quando o nome dele é anunciado.
Se vai continuar como peça de impacto ou ganhar minutos maiores, ainda é incerto. O que ficou evidente em Filadélfia é que a relação entre o garoto e seu treinador é mais sólida do que os memes fazem parecer. E que Endrick, pelo menos por enquanto, prefere deixar o campo falar mais alto do que qualquer postagem no feed.





