Domínguez quer Copa do Mundo 2030 com 64 seleções

O presidente da CONMEBOL, Alejandro Domínguez, foi a público defender uma ampliação inédita: a Copa do Mundo de 2030 teria 64 participantes, não 48. O anúncio foi feito logo após a confirmação de que o Mundial de 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México, estreará o novo formato com 48 seleções. A ideia existe. A FIFA, por enquanto, não se comprometeu com nada.
A lógica por trás do número
O argumento central da CONMEBOL é simbólico, mas tem peso. Em 2030, o futebol completa exatamente cem anos desde a primeira Copa do Mundo, disputada no Uruguai. Para marcar a data, o bloco sul-americano defende que o torneio deveria ter uma escala proporcional à sua importância histórica. Sessenta e quatro equipes, na visão de Domínguez, dariam ao centenário uma dimensão que 48 simplesmente não entregam.
A proposta foi apresentada formalmente em uma reunião do Conselho da FIFA em março de 2025 e reforçada pela CONMEBOL em abril do mesmo ano. Desde então, circula no estágio de lobby – sem aprovação, sem rejeição oficial. A entidade máxima do futebol mundial ainda não emitiu nenhuma resposta concreta.
Formato e sede já estão definidos – mas a dúvida permanece
A edição de 2030 já tem estrutura anunciada: Espanha, Portugal e Marrocos dividem a organização principal, enquanto Uruguai, Argentina e Paraguai receberão três partidas comemorativas para conectar o torneio às suas origens. É um modelo multicontinenal sem precedentes. O que ainda está em aberto é exatamente quantas seleções vão disputar esse Mundial.
Se a FIFA bancar a expansão, seriam 16 equipes a mais do que no formato de 2026 – o que inevitavelmente aumentaria o número de vagas para a América do Sul e para confederações menores. A lógica de inclusão agrada parte do futebol global. Mas há resistência.
Críticas que não se pode ignorar
Nem todo mundo está animado com a perspectiva. Dirigentes e especialistas que se opõem à ideia apontam três problemas principais: queda no nível técnico médio das partidas, desvalorização das eliminatórias e um calendário internacional ainda mais sobrecarregado. Com 64 times, o torneio precisaria de mais jogos, mais tempo e mais logística – numa janela em que clubes e federações nacionais já brigam pelo calendário.
O debate ainda está longe de uma conclusão. A palavra final pertence à FIFA, e por ora a entidade prefere observar. A Copa de 2026 vai acontecer com 48 seleções como planejado. O que vem depois disso depende de uma decisão que ainda não foi tomada – e de quanto peso político Domínguez consegue acumular até lá.
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