Roma leva multa de 6 milhões de euros da UEFA por violar o fair play financeiro

A UEFA confirmou que a Roma será punida financeiramente por descumprir as regras de fair play financeiro no exercício fiscal encerrado em 2025. O clube romano acumulou duas infrações distintas e vai desembolsar ao todo 6 milhões de euros em multas. Milan e Inter, que também estavam sob acordos de monitoramento com a entidade europeia, saem ilesos desta rodada de fiscalização.
Dois erros, duas punições
A primeira infração diz respeito ao desequilíbrio financeiro: a Roma “superou levemente” as metas intermediárias estabelecidas para o período, o que gerou uma multa de 2 milhões de euros. A segunda punição é mais grave em termos simbólicos – o clube ultrapassou o limite de 70% na relação entre custos com elenco e receitas totais, o chamado squad cost ratio. Por isso, foram aplicados mais 4 milhões de euros em penalidades.
No total, são 6 milhões de euros que saem dos cofres dos Giallorossi. Para um clube que segue em processo de reestruturação financeira, o valor não é irrelevante. A multa não impede a Roma de participar de competições europeias, mas serve como sinal amarelo: a margem para erros adicionais está se estreitando.
O contexto: um acordo que vem de longe
A situação da Roma com a UEFA não é nova. O conjunto romano entrou na mira do regulador europeu depois de violar as regras de fair play financeiro na temporada 2021/22. Desde então, está submetido a um pacote de restrições válido entre 2022 e 2026, com metas periódicas de desempenho econômico que precisam ser cumpridas.
O modelo de acordo de conciliação – chamado de settlement agreement – é o mecanismo que a UEFA usa para evitar exclusões imediatas de competições e dar tempo aos clubes para colocar as finanças em ordem. Funciona como uma espécie de liberdade condicional: o clube se compromete a cumprir um roteiro financeiro, e qualquer desvio resulta em penalidades automáticas.
Milan e Inter escapam sem punição
O contraste com os rivais milaneses é evidente. Tanto o Milan quanto a Inter também haviam firmado acordos semelhantes com a UEFA, mas ambos cumpriram integralmente as obrigações do período analisado. Nenhum dos dois receberá sanções adicionais por agora.
Para a Inter, que disputou recentemente finais de Liga dos Campeões, e para o Milan, em processo de consolidação sob nova gestão, o cumprimento das metas reforça a imagem de clubes que voltaram a operar dentro de parâmetros sustentáveis. Para a Roma, o recado é claro: o caminho para sair da tutela da UEFA passa por mais disciplina fiscal – e o tempo não é infinito.





