10 jul 2026 15:03

Romário exige demissão de Ancelotti após eliminação precoce na Copa

Romário exige demissão de Ancelotti após eliminação precoce na Copa

O Brasil caiu diante da Noruega nas quartas de final da Copa do Mundo e o que veio depois em campo foi, de certa forma, ainda mais barulhento. Romário foi direto ao ponto: Ancelotti tem que ir embora agora, sem negociação, sem desculpa de contrato.

Sem filtro: o que o campeão de 94 disse sobre o técnico italiano

Para o craque que ergueu a taça em Los Angeles há mais de três décadas, não há argumento jurídico que justifique a permanência do treinador à frente da Seleção. “Ancelotti não pode continuar como técnico do Brasil depois desse fiasco e dessa vergonha. Eu rasgaria esse contrato e mandaria ele me processar”, declarou o ex-centroavante, com a rispidez que virou marca registrada.

A CBF, por sua vez, está rachada internamente. Uma ala da diretoria ainda defende a sequência do trabalho com o técnico italiano de olho na Copa de 2030. A outra enxerga a derrota para os escandinavos como um divisor de águas – uma humilhação que torna impossível qualquer continuidade. Por enquanto, o futuro esportivo da Seleção segue refém da política interna da federação.

Endrick no centro da fúria – e Vinicius não escapou

O jovem atacante do Real Madrid virou o alvo principal. Aos 58 minutos do jogo, com a bola servida por Vinicius Jr. e a meta norueguesa praticamente aberta, Endrick desperdiçou o que poderia ter sido o gol do empate. Pura falha individual. Sem atenuante.

A defesa que parte de setores da torcida e da imprensa – a de que o menino ainda tem 19 anos e merece condescendência – não cola para Romário. “Muita gente diz: ‘ah, mas ele é jovem.’ Jovem de quê, ele tem que fazer aquele maldito gol. Jovem, mediano, velho – quem se importa”, disparou. E completou: “Quando você está lá, tem a obrigação de marcar. O Endrick perdeu aquele gol por culpa exclusiva dele.”

Vinicius Jr. também levou. O episódio da cobrança de pênalti na primeira etapa, executada por Bruno Guimarães por instrução da comissão técnica, irritou o ídolo. Para Romário, o camisa 7 precisava ter assumido o protagonismo naquele momento. “O Vini Jr. é o ator principal, o melhor da nossa seleção. Pega a maldita bola, bate o pênalti e acabou o assunto”, resumiu, sem rodeios.

O peso do momento e o que vem aí

A eliminação precoce reacende um debate que volta ciclicamente ao futebol brasileiro: a dificuldade de construir uma identidade de jogo que resista à pressão dos grandes torneios. A Seleção chegou à Copa com expectativa alta, mas saiu nas quartas – e saiu mal, sem convencer em nenhum momento do jogo decisivo.

Romário não é apenas um ex-jogador falando por nostalgia. É um símbolo do que o Brasil espera ver dentro das quatro linhas: objetividade, liderança e eficiência na hora H. Quando ele aponta o dedo, parte da torcida escuta. E agora ele está apontando para todos ao mesmo tempo – para o técnico, para o centroavante e para o principal jogador do país.

O que a CBF vai fazer com toda essa pressão ainda é incerto. Mas ignorar esse nível de ruído, vindo de quem vem, raramente termina bem para as federações.

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