Tonali ao Tottenham por £100 mi: quem ganhou e quem perdeu na janela de 2026

A janela de transferências de verão de 2026 já entregou movimentações que vão render debate por meses. Sandro Tonali foi do Newcastle ao Tottenham por £100 milhões, Elliot Anderson trocou o Nottingham Forest pelo Manchester City por £116 milhões, e o Spurs ainda fechou Matheus Fernandes por £85 mi. Foram três negócios enormes em 48 horas. Nem todas as partes saíram satisfeitas.
Newcastle: o sonho que desmoronou
Há dois anos, os Magpies eram apontados como o próximo grande projeto europeu, bancado pelos petrodólares sauditas. A realidade de 2026 é bem diferente: 12º lugar na Premier League, contratações desperdiçadas e a saída de Tonali justamente para um rival direto. Doeu. E não foi o único golpe: Bruno Guimarães também deve deixar o St. James’ Park nas próximas semanas.
O problema não é só perder um jogador de elite. É o destino do dinheiro. Com os proprietários reduzindo o ritmo de investimentos, a torcida não tem nem a consolação de imaginar que os £100 milhões serão bem aplicados. O clube patinou em contratações como Yoane Wissa, Nick Woltemade e Anthony Elanga, e agora vende suas peças mais valiosas sem perspectiva clara de reconstrução. Nota do negócio: F.
Tottenham: ambição ou desespero?
Em 24 horas, o Spurs quebrou seu recorde de transferência duas vezes. Primeiro Matheus Fernandes por £85 milhões, depois Tonali por £100 milhões. Roberto De Zerbi claramente tem poder de convencimento sobre a diretoria – e isso é uma mudança radical em relação à era Daniel Levy, quando o clube ficava de fora das disputas pelos grandes nomes.
Tonali foi um dos melhores meio-campistas da Premier League nas últimas duas temporadas. Aos 26 anos, tem muito futebol pela frente e parece se encaixar bem no esquema do técnico italiano. O risco existe – afinal, o Spurs terminou em 17º lugar nas duas últimas edições – mas a torcida finalmente tem motivo para acreditar. Nota para o Tonali: B+. Para o Fernandes: C+.
Manchester City e o “imposto inglês” em Anderson
£116 milhões por Elliot Anderson. A cifra choca, mas tem explicação. Com a saída iminente de Rodri – e sem sucessores convincentes no elenco – o City foi ao mercado buscar um volante de alto nível para a era pós-Pep Guardiola. Anderson venceu mais duelos e teve mais toques na bola do que qualquer outro jogador da Premier League na última temporada. O perfil é adequado.
O problema é o preço. Anderson ainda não disputou uma partida sequer na Liga dos Campeões. Ele é inglês, e o “imposto de passaporte” nunca foi tão evidente. Para comparar: o PSG pagou €60 milhões por João Neves, considerado tecnicamente superior ao meio-campista do Forest. O City apostou alto. Anderson tem condições de justificar. Mas a margem para erro é praticamente zero. Nota para o City: C. Para Anderson: A+.
Saibari ao Bayern: o negócio mais silencioso – e talvez o melhor
Enquanto a Premier League consumia as manchetes, o Bayern de Munique fechou Ismael Saibari por €50 milhões sem muito alarde. O marroquino foi decisivo na fase de grupos da Copa do Mundo, marcou em três jogos seguidos e converteu o pênalti que eliminou a Holanda. Mas o negócio já vinha sendo construído há meses – não foi uma reação ao hype do torneio.
Versátil, técnico e com 25 anos, Saibari chega ao Allianz Arena para reforçar um ataque que já assusta. O PSV vendeu por um valor saudável um jogador que custou pouco mais de €5 milhões há quatro anos. Todo mundo saiu bem dessa. Nota para o Bayern: A. Para o PSV: B.




