UEFA multa a Roma em 6 milhões de euros por descumprir acordo financeiro

A UEFA formalizou nesta terça-feira suas decisões sobre o monitoramento financeiro dos clubes europeus, e a Roma saiu do processo com uma conta salgada: 6 milhões de euros em multas por violar dois parâmetros do acordo de regularização firmado com a entidade. O clube da capital italiana segue sob escrutínio, mas há razões para não entrar em pânico.
Dois problemas, uma só sanção
A punição foi dividida em duas partes. Os primeiros 2 milhões de euros se referem ao leve estouro da meta intermediária estabelecida para o exercício fiscal encerrado em 2025. Os outros 4 milhões decorrem de outro tipo de desequilíbrio: a relação entre os custos com o elenco e as receitas do clube ultrapassou o teto de 70% fixado pela UEFA para o ano civil de 2025.
Na prática, os giallorossi gastaram proporcionalmente mais do que deveriam com salários e contratos em relação ao que entraram no caixa. Não é uma anomalia rara no futebol europeu – vários clubes enfrentam a mesma equação – mas a entidade europeia tolera cada vez menos quem não cumpre o combinado.
A situação não é grave, mas exige movimentos rápidos
Há um alívio considerável no diagnóstico da UEFA: a organização reconhece que a posição financeira do clube melhorou de forma significativa nos últimos anos, impulsionada pelos proprietários americanos Dan e Ryan Friedkin. Isso pesa a favor da Roma nas negociações com a entidade.
O prazo, porém, é curto. O clube precisa fechar algumas operações antes de 30 de junho para encerrar definitivamente o acordo e recuperar plena liberdade no mercado de transferências. Vendas são indispensáveis. O atacante argentino Matías Soulé é apontado como um dos nomes com maior potencial de saída – o Borussia Dortmund estaria monitorando a situação do jogador de perto. E a recém-conquistada vaga na Liga dos Campeões aumenta o apetite do mercado pela janela italiana.
Quem saiu bem – e quem saiu muito mal
Enquanto a Roma precisa correr, Milan e Inter respiraram com folga: ambos os clubes saíram do regime de settlement agreement após cumprirem as exigências de receita para a temporada 2025/26. Monaco, Paris Saint-Germain, Besiktas, Antuérpia e Trabzonspor também foram liberados da tutela financeira da UEFA.
O cenário mais dramático ficou reservado para o Olympique de Marseille. O clube francês não atingiu seu objetivo final e agora enfrenta a ameaça de exclusão das competições da UEFA por três temporadas, além de restrições nas inscrições de jogadores e uma multa de 6 milhões de euros – mesmo valor aplicado à Roma. A exclusão está suspensa por ora, mas basta um novo tropeço para ela se concretizar. Para a direção do OM, é uma faca no pescoço.





