Inter corre risco de perder Curtis Jones e mira Pisilli como plano B

A janela de transferências está longe de correr como o planejado para a Inter de Milão. Depois de ficar sem Marco Palestra e ver a disputa por Oumar Solet escapar das mãos, os nerazzurri agora podem repetir o roteiro frustrante com Curtis Jones, e já trabalham em uma alternativa: Niccolò Pisilli, da Roma.
O impasse com o Liverpool continua sem solução
As negociações entre Inter e Liverpool pelo meia inglês não avançaram desde os primeiros contatos. Milão colocou €25 milhões na mesa. Os reds querem entre €35 e €40 milhões. Uma distância considerável, que até agora nenhum dos lados se mostrou disposto a cobrir.
Jones, por sua vez, quer a mudança. Mas vontade não paga salário – e o do inglês é alto o suficiente para complicar ainda mais a equação financeira. O contrato dele vai até 2027, o que tira qualquer urgência do Liverpool para ceder com desconto. A Inter espera que alguma brecha apareça, mas, por ora, o cenário não é animador.
Pisilli entra em cena por necessidade da Roma
É aí que Pisilli ganha relevância. A Roma precisa vender. O prazo imposto pela UEFA para equilibrar as contas está se esgotando, e o jovem meia de 20 anos é um dos nomes com valor de mercado real. Os giallorossi não farão liquidação – isso ficou claro. Mas se a Inter apresentar €25 milhões nos próximos dias, a resistência pode rachar.
Gian Piero Gasperini preferiria manter Pisilli no elenco. O técnico enxerga no italiano um peça que cresce a cada temporada. Ainda assim, as circunstâncias financeiras do clube podem falar mais alto do que qualquer preferência técnica. O movimento ainda se encaixaria no orçamento interista sem comprometer outras frentes abertas.
A lógica de Marotta: cautela acima de tudo
A Inter não está jogando dinheiro por aí. Nunca esteve, pelo menos não sob o comando de Giuseppe Marotta. O dirigente tem metodologia própria: define parâmetros, fixa valores máximos e não ultrapassa a linha – nem que isso custe um alvo ou dois ao longo do caminho.
Tanto Jones quanto Pisilli, se contratados, assumiriam um papel de suporte, não de protagonistas. São reforços complementares, especialmente com a saída de Davide Frattesi já encaminhada. Peças úteis, mas sem o peso de uma contratação de referência. E é exatamente esse perfil que calibra o quanto a Inter está disposta a gastar.





