Marotta descarta Ndicka: a Inter não procurou o zagueiro da Roma

O CEO da Inter de Milão, Beppe Marotta, negou categoricamente qualquer negociação pelo zagueiro Evan Ndicka. O dirigente falou após a reunião da Lega Serie A, onde Giovanni Malagò foi confirmado como novo presidente da FIGC – e aproveitou para encerrar, ao menos por ora, os rumores que vinculavam o marfinense ao clube nerazzurri.
O que Marotta disse e por que importa
A declaração foi direta. “Ndicka? Não fizemos nada, não o buscamos. Se me perguntam se estamos negociando com ele, digo definitivamente que não”, afirmou o executivo. Curta, sem ambiguidade. Não é o tipo de resposta que deixa porta aberta.
Os rumores ganharam força no fim de semana anterior, quando surgiram informações ligando os lombardos ao defensor da Roma. O contexto era claro: a Giallorossi enfrenta pressão financeira por conta de conflitos com as regras do fair play financeiro e precisa registrar ganhos de capital até o fim de junho para evitar punições. Vender Ndicka seria uma solução prática – mas, pelo visto, a Inter não está do outro lado da mesa.
Por que o negócio não faz sentido agora
Além da negação oficial, há uma razão técnica. Alessandro Bastoni segue sendo titular absoluto na defesa interista e não há nenhum sinal de que deixará San Siro nos próximos meses. Ndicka seria, essencialmente, um concorrente direto – e chegar como reserva num clube que disputa Scudetto e Liga dos Campeões não é exatamente o ideal para um jogador de 24 anos em ascensão.
O marfinense foi revelado pelo Eintracht Frankfurt, onde se consolidou, e chegou à Roma como reforço de peso. Com potencial e perfil de titular, ele merece – e provavelmente exige – um espaço garantido. Na equipe de Simone Inzaghi, isso não existe no momento.
Inter olha para a defesa, mas com critério
O caso Ndicka é só um dos nomes que apareceu na janela de transferências ligado aos campeões da Itália. A Inter vem sendo associada a uma série de defensores, mas o clube demonstra seletividade. Não é qualquer reforço que entra – o elenco já é compacto, e mexer no bloco defensivo exige justificativa tática real, não apenas oportunidade de mercado.
Para a Roma, o problema continua. A necessidade de levantar receitas segue urgente, e Ndicka permanece como ativo valioso no papel. Só que o comprador precisa aparecer em outro endereço.





