Oliveira quer Gaethje: “Meu cinturão foi tirado no quintal dele”

Charles Oliveira declarou que quer ser o próximo desafiante de Justin Gaethje pelo cinturão indisputado dos leves do UFC. A reivindicação não é simples. Por trás dela existe uma conta não fechada desde 2022, quando o brasileiro voou até o Arizona, pesou meio quilo acima do limite e foi despojado do título antes mesmo de a luta começar.
A ferida do Arizona ainda não cicatrizou
Em maio de 2022, no UFC 274 em Phoenix, Oliveira defendia o cinturão dos leves contra Gaethje em casa – na terra do adversário. Na pesagem, a comissão atlética local registrou 155,5 libras. Meio quilo além do limite. “Do Bronx” perdeu o cinturão na balança, sem que um único soco fosse trocado. Ele sempre contestou o resultado, garantindo que tinha feito o peso na noite anterior e levantando suspeitas sobre o processo conduzido pela comissão do Arizona.
No octógono, porém, Oliveira resolveu à força. Finalizou Gaethje no primeiro round e saiu de Phoenix como campeão moral, sem o ouro. Gaethje, que fez o peso e seguia elegível para conquistar o título, saiu derrotado. O resultado oficial foi uma luta sem cinturão em disputa.
Gaethje fez história – e Oliveira quer a revanche pelo título
Quatro anos depois, o cenário mudou. No dia 14 de junho, Gaethje nocauteou Ilia Topuria no UFC White House e finalmente conquistou o cinturão indisputado dos leves. Oliveira assistiu ao evento e saiu com um objetivo claro na cabeça.
“O campeão é Justin Gaethje, e eu definitivamente quero essa luta. Quero ser o próximo na fila”, disse o brasileiro. A proposta vai além de um simples confronto pelo cinturão dos leves. Oliveira detém o cinturão BMF, conquistado numa decisão dominante sobre Max Holloway em Las Vegas, o que abriria espaço para uma unificação inédita – dois títulos em jogo ao mesmo tempo.
Espera calculada, não passividade
O empresário e técnico de Oliveira, Diego Lima, esteve em Las Vegas recentemente para trabalhar na corner de Alan Nascimento, e o plano era aproveitar a viagem para negociar a próxima movimentação do campeão diretamente com a organização. A bola, agora, está do lado do UFC.
Gaethje sinalizou que dificilmente voltará a lutar ainda em 2025, após dois combates em sequência neste ano – contra Paddy Pimblett e depois contra Topuria. Oliveira diz que está disposto a esperar por uma unificação em 2027, se necessário. “Se for para unificar os títulos e fazer história mais uma vez, por que não ficar na beira esperando o momento certo?”, questionou.
E sobre o local? “Quando eu era campeão, tive que defender meu cinturão no quintal dele. Por que não no Brasil desta vez?” A questão geográfica é simbólica, mas Oliveira deixa claro: esteja onde estiver o título, ele estará lá. Só falta o telefone tocar.





