Rayan deve substituir Raphinha nas oitavas contra o Japão

Com Raphinha fora por lesão muscular na coxa, a Seleção Brasileira entra em campo contra o Japão nas oitavas de final da Copa do Mundo tendo o atacante do Bournemouth, Rayan, como principal candidato a assumir a vaga no ataque. Carlo Ancelotti não tem muito espaço para especulação: a escalação se desenha quase que por descarte.
A lesão que complica os planos de Ancelotti
Raphinha saiu machucado no jogo contra o Haiti e desde então acompanha o grupo à distância, correndo contra o relógio para voltar antes que o Brasil seja eliminado. O próprio jogador usou as redes sociais para afastar qualquer dúvida sobre sua determinação: “Farei tudo ao meu alcance para me recuperar e voltar o mais rápido possível. Quero estar ao lado dos meus companheiros, lutar pelos nossos objetivos e continuar dando tudo para honrar essa camisa e trazer alegria aos torcedores brasileiros. Estou forte.”
O problema é que “o mais rápido possível” pode chegar tarde demais para as oitavas. A expectativa é de que ele ainda não esteja em condições de jogo nesta fase.
Rayan à frente de Neymar na briga pela titularidade
Neymar, apesar de ainda estar disponível, aparece como segunda opção para o setor. O camisa 10 envelheceu dentro de campo: continua sendo recurso valioso, mas não o ponto de partida. Rayan, por outro lado, já mostrou entrosamento com o restante do ataque – contra o Haiti, foi ele quem serviu Vinicius Jr em um dos dois gols do camisa 7. Essa participação direta no jogo pesou na avaliação da comissão técnica.
Matheus Cunha segue como centroavante. O jogador tem correspondido bem às expectativas e não há razão para tirá-lo.
Resto do time sem grandes alterações
Alisson mantém a meta. Na defesa, a única dúvida real é entre Douglas Santos e Alex Sandro na lateral esquerda. O meio-campo tampouco deve mudar: Bruno Guimarães saiu do duelo anterior com duas assistências, Lucas Paquetá e Casemiro cumpriram bem seus papéis.
Vale um alerta: Casemiro, Fabinho e Danilo estão na corda bamba em relação a suspensões. Um cartão amarelo e qualquer um dos três fica de fora no jogo seguinte. Pode ser determinante daqui para frente.
O Brasil chegou às oitavas sem sustos, mas também sem brilho. Empatou com o Marrocos e passou por cima do Haiti e da Escócia com certa frieza. Contra o Japão, que defende bem e explora transições com velocidade, a Seleção precisará de mais do que administração.





