Rebeca Andrade volta ao salto no Pan-Americano e lidera com 14.549

Depois de mais de um ano fora das competições, Rebeca Andrade pisou novamente na arena nesta quarta-feira (17), no Pan-Americano de Ginástica Artística 2026, disputado no Rio de Janeiro. A maior medalhista olímpica da história do Brasil estreou no salto, cravou a melhor nota do aparelho entre todas as atletas – 14.549 – e colocou a Seleção de volta ao mapa da modalidade no continente.
Como o Brasil se saiu em cada aparelho
A equipe feminina brasileira competiu em quatro aparelhos ao longo do dia. Nas barras assimétricas, Thaís Fidelis, Sophia Weisberg, Gabriela Bouças e Julia Soares abriram a participação do país. Gabi Bouças liderou o grupo com 13.033, boa o suficiente para o oitavo lugar geral no aparelho.
Na trave, Thaís Fidelis brilhou: 13.833 pontos e o primeiro lugar geral entre todas as competidoras. Julia Soares completou uma apresentação sólida com 13.566 e ficou em quarto. Sophia Weisberg sofreu uma queda, mas ainda somou 12.600. No solo, Thaís voltou a se destacar – 12.833 e quinto lugar geral – enquanto Sophia e Julia também figuraram no top 15 do aparelho.
O encerramento ficou com o salto, momento mais aguardado do dia. Rebeca subiu, executou e saiu com a maior nota da rodada. Disparada. O número isolado resume o que todos queriam confirmar: ela está de volta, e em nível alto.
O que está em jogo no torneio
O Pan-Americano se estende até 21 de junho, no Rio, e vai além da disputa por medalhas. Para o Brasil, o torneio é uma etapa decisiva na corrida por uma vaga no Mundial de Ginástica Artística. Ou seja, cada décimo de ponto conta – tecnicamente e estrategicamente.
A seleção conta com Julia Soares, Gabriela Barbosa, Gabriela Bouças, Sophia Weisberg e Thaís Fidelis, além de Rebeca. É um grupo experiente, com nomes que estiveram em Paris 2024. Mas é a presença da campeã olímpica que muda o peso da equipe. Não só pelo que ela representa nos placar, mas pelo que significa para a dinâmica do grupo inteiro dentro da competição.
A disputa por equipes foi só o começo. As finais individuais ainda estão por vir – e, com Rebeca confirmada em forma, o Brasil chega a elas com credenciais de sobra.





