8 jun 2026 09:08

T1 lidera ranking de investimento em esports com quase US$ 100 milhões captados

T1 lidera ranking de investimento em esports com quase US$ 100 milhões captados

A organização sul-coreana T1 ocupa o topo de uma nova classificação global que mede o volume de investimento publicamente divulgado entre as principais entidades de esports do mundo. O levantamento foi elaborado por Minoru Toriyama, professor de gestão esportiva na Universidade de Osaka Seikei e fundador do Esports Research Group, com base em dados da plataforma CB Insights. O resultado reforça o que o mercado já sentia: o dinheiro enxerga a T1 como um ativo de primeira linha.

Os números do ranking

A T1 aparece na liderança com aproximadamente US$ 100 milhões em aportes divulgados. A margem sobre o segundo colocado é pequena: o francês Team Vitality registrou US$ 98,4 milhões, enquanto o 100 Thieves, organização americana que teve Drake e Scooter Braun entre seus primeiros investidores, ficou com US$ 97,5 milhões. O pódio resume bem a dinâmica atual do setor – três regiões diferentes, três propostas distintas de marca.

A partir daí, a distância aumenta. A Cloud9 aparece em quarto com US$ 82,8 milhões, seguida por Gen.G (US$ 59,4 mi) e Fnatic (US$ 55,4 mi). FaZe Clan, Team SoloMid, G2 Esports e Dignitas completam o top 10, todas abaixo da barreira dos US$ 60 milhões. A concentração de capital no topo revela uma hierarquia clara: quem chegou primeiro à credibilidade global captou em escala diferente.

Por que a posição da T1 importa além do número

A organização coreana não lidera apenas no ranking de investimento. A projeção é de que em 2025 a empresa ultrapasse a marca de US$ 60 milhões em receita anual – um patamar que a maioria das organizações de esports ainda não alcançou nem de longe. Em um setor que conviveu por anos com déficits crônicos e modelos de negócio frágeis, isso muda a conversa.

Parte desse apelo vem do League of Legends. O time da T1 na modalidade é o mais famoso do planeta, sustentado pela presença de Faker, considerado o maior jogador da história do jogo. Mas a organização expandiu para outras disciplinas e construiu uma operação de mídia e entretenimento que vai muito além de troféus. Investidores não estão comprando resultados esportivos – estão comprando alcance de marca.

O que o ranking revela sobre o mercado

A metodologia de Toriyama oferece um ângulo diferente do habitual. Em vez de medir títulos, audiências ou plantel, a classificação avalia confiança de mercado – quanto capital externo cada marca conseguiu atrair. Isso não garante saúde financeira nem desempenho dentro de jogo, mas indica quem tem mais margem para errar e continuar de pé.

A distribuição geográfica do pódio também é um sinal. Coréia do Sul, França e Estados Unidos no topo mostram que o investimento em esports deixou de ser um fenômeno concentrado. Capital chega agora de fundos europeus, corporações de mídia asiáticas e investidores esportivos tradicionais da América do Norte. O mercado amadureceu o suficiente para atrair fontes diversas – e isso, por si só, já é uma mudança estrutural relevante.

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