8 jun 2026 14:12

T1 lidera ranking de investimentos em esports com US$ 100 milhões captados

T1 lidera ranking de investimentos em esports com US$ 100 milhões captados

A organização sul-coreana T1 ocupa o topo de um novo levantamento que classifica entidades do esports pelo total de aportes financeiros divulgados publicamente. Com cerca de US$ 100 milhões captados, a organização de Faker supera Team Vitality e 100 Thieves – e o dado chega num momento em que a empresa também projeta ultrapassar US$ 60 milhões em receita anual em 2025.

Como o ranking foi montado e quem ficou onde

O levantamento foi elaborado por Minoru Toriyama, docente de gestão esportiva na Universidade Osaka Seikei e fundador do Esports Research Group. A metodologia parte de dados consolidados e prioriza um critério pouco explorado em rankings tradicionais: o volume de investimento declarado, não títulos conquistados nem audiência acumulada.

O resultado coloca a T1 no primeiro lugar com aproximadamente US$ 100 milhões. Logo atrás aparecem a francesa Team Vitality, com US$ 98,4 milhões, e a americana 100 Thieves, com US$ 97,5 milhões – organização que, nos anos iniciais, contou com aportes de nomes como Drake e Scooter Braun. A partir do quarto posto, os números recuam com mais força: Cloud9 registrou US$ 82,8 milhões, enquanto Gen.G e Fnatic ficaram em US$ 59,4 milhões e US$ 55,4 milhões, respectivamente. FaZe Clan, Team SoloMid, G2 Esports e Dignitas completam o top 10.

O que os números revelam sobre o mercado

O trio no topo representa três geografias distintas – Coreia do Sul, França e Estados Unidos. Esse espalhamento não é coincidência. Indica que o capital no setor deixou de circular apenas no eixo norte-americano e passou a fluir de fundos europeus, empresas de tecnologia asiáticas e investidores esportivos tradicionais ao mesmo tempo.

A distância entre o quarto e o primeiro colocado também merece atenção. Cloud9, com US$ 82,8 milhões, já está quase US$ 18 milhões abaixo da T1 – e os times entre o quinto e o décimo lugar mal chegam a US$ 60 milhões. A concentração no topo reflete uma dinâmica comum em mercados em consolidação: poucos nomes acumulam credibilidade suficiente para atrair rodadas maiores.

Por que a posição da T1 é relevante além do número

Para a organização coreana, o primeiro lugar no ranking financeiro dialoga diretamente com sua trajetória recente. A marca construiu parte considerável do seu apelo global em torno do League of Legends – e em especial de Faker, o jogador mais reconhecido da história do game. Mas ir bem em campo nunca garantiu equilíbrio nas contas. A projeção de receita acima de US$ 60 milhões em 2025 coloca a T1 numa categoria rara: a de organização que começa a mostrar um modelo financeiro que se sustenta.

Investimento captado e receita gerada são métricas diferentes. Alto volume de aporte pode refletir aposta de longo prazo, não necessariamente retorno imediato. Mesmo assim, a combinação dos dois dados no caso da T1 sinaliza algo que o setor busca há anos: uma organização que consegue crescer tanto em atração de capital quanto em geração de caixa próprio.

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