Tuchel enfrenta crise na lateral direita antes do duelo com o Congo

A Inglaterra chega ao jogo desta quarta-feira contra a República Democrática do Congo, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo, sem um lateral direito disponível. Três baixas seguidas transformaram a posição em dor de cabeça para Thomas Tuchel – e a solução ainda não está clara.
Três desfalques, uma posição
Tudo começou antes mesmo do início do torneio, quando Tino Livramento abandonou a lista inglesa com lesão na panturrilha. Reece James, convocado para suprir a ausência, estreou bem – jogou as duas primeiras rodadas – mas sentiu o músculo posterior da coxa e ficou de fora contra o Panamá. Agora, também não tem condições de enfrentar os congoleses.
O que parecia ser um problema administrável virou caos quando Jarell Quansah, improvisado na função, machucou o tornozelo durante a última partida e teve que ser substituído. Tuchel confirmou a situação sem rodeios na coletiva de imprensa: “Uma torção clássica no tornozelo, ele está com dor. Disse que já teve isso antes e é questão de dias. Está com a perna elevada e com gelo.”
Ambos – James e Quansah – faltaram ao treino desta terça e estão fora do jogo em Atlanta. A Inglaterra vai a campo no Atlanta Stadium às 17h (horário de Brasília) sem um lateral direito de origem no elenco disponível.
Soluções improvisadas no banco de Tuchel
O técnico alemão tem poucas cartas na mão. A mais provável: deslocar Ezri Konsa da zaga para o lado direito e reconstruir a defesa com John Stones ao centro, ao lado de Marc Guehi. Outra opção é acionar Djed Spence – convocado como lateral esquerdo – e adaptá-lo ao lado oposto. Não é o ideal. Mas é o que há.
No meio-campo, ao menos uma boa notícia: Declan Rice volta após ser poupado contra o Panamá. Com o volante de volta, Jude Bellingham deve sair da função de armador central e retornar à meia-atacante, onde rende mais. As alas seguem em aberto – Bukayo Saka disputa vaga com Noni Madueke pela direita, enquanto Anthony Gordon e Marcus Rashford brigam pela esquerda. Harry Kane, titular absoluto, lidera o ataque.
A escalação esperada pelos bastidores é a seguinte: Pickford; Konsa, Stones, Guehi, O’Reilly; Anderson, Rice; Saka, Bellingham, Rashford; Kane.
Mais do que azar: um padrão preocupante
O caso de Reece James merece atenção à parte. O jogador do Chelsea carrega um histórico extenso de lesões musculares – nos últimos três anos, raramente conseguiu manter sequência sem interrupções. Ainda assim, Tuchel apostou nele como titular, e o lateral correspondeu nas duas primeiras rodadas. A recaída agora é frustrante, mas dificilmente surpreende quem acompanha sua trajetória.
A Inglaterra avançou à fase eliminatória com resultados consistentes, mas a crise na lateral direita expõe a fragilidade do planejamento de elenco. Com três opções na posição fora de combate ao mesmo tempo, qualquer detalhe tático pode custar caro num jogo de mata-mata. Tuchel sabe disso. “É nosso trabalho encontrar soluções, e vamos encontrar”, garantiu o treinador. A pergunta é se a solução vai funcionar quando o apito toar.





