Endrick volta ao Real Madrid em desvantagem após Copa do Mundo sem gols

A Copa do Mundo de 2026 não foi o palco que Endrick precisava. O atacante retorna a Madri sem ter balançado as redes em nenhuma partida pelo Brasil, carregando na bagagem uma chance desperdiçada que virou símbolo do tropeço canarinho – e agora terá de se reinventar num clube onde a concorrência não perdoa.
A eliminação que pesou mais do que os números mostram
Nas oitavas de final contra a Noruega, Endrick ficou cara a cara com o goleiro após um passe preciso de Vinícius Júnior. Perdeu. O Brasil saiu da competição naquele jogo, e aquela cena ficou como o resumo de uma participação abaixo do esperado. Nenhum gol, nenhuma assistência, pouco impacto real nos momentos decisivos.
Para um jogador de 18 anos que chegou ao futebol europeu com status de fenômeno, a Copa poderia ter sido o grande salto. Não foi. E o timing importa: o Mundial coincidiu com uma fase de transição no clube espanhol, que trocou de treinador e agora está redesenhando as hierarquias internas do elenco.
A pré-temporada como recomeço obrigatório
Com José Mourinho no comando do Real Madrid, o cenário exige que cada atleta se apresente e se imponha. Não há espaço garantido por reputação. Gonzalo García, atacante formado nas categorias de base merengues, ganhou nova vida com a chegada do treinador português e será avaliado antes de qualquer definição sobre seu futuro. Ele disputa diretamente os mesmos minutos que Endrick precisa acumular para crescer dentro do grupo.
A avaliação que circula no entorno do clube é clara: o brasileiro volta à estaca zero na disputa pelo ataque. A pré-temporada será, na prática, um novo processo seletivo. Quem convencer Mourinho nas primeiras semanas de trabalho sai na frente na definição do elenco para a temporada 2026/27.
O Lyon como argumento a favor
Há, porém, um dado importante do lado de Endrick. Nos seis meses em que esteve emprestado ao Lyon, na França, o atacante somou oito gols e oito assistências. Números que justificaram o retorno antecipado ao Santiago Bernabéu e mostram que, quando tem ritmo e confiança, ele entrega. O problema é que a Copa desgastou a narrativa positiva que vinha sendo construída.
Agora é questão de reconstruir, e rápido. No futebol de alto nível, memórias curtas jogam contra quem tropeça – mas também a favor de quem se recupera com velocidade. A pré-temporada começa em breve. Endrick sabe o que está em jogo.





