Ficha de Alisson vira item cobiçado antes de Inglaterra x Noruega na Copa

Uma folha de anotações preparada pela comissão técnica da Seleção Brasileira antes do duelo com a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ganhou atenção inesperada. O documento, que detalha os cobradores de pênalti noruegueses, pode interessar diretamente à Inglaterra, que enfrenta os escandinavos nas quartas de final no Hard Rock Stadium, em Miami.
O papel que Alisson não chegou a usar
A ficha foi elaborada para preparar Alisson Becker para uma eventual disputa de penalidades contra a Noruega. A lógica era simples: nas fases eliminatórias, a margem para improvisar é zero, e os goleiros chegam às cobranças com dossiês detalhados sobre cada batedor adversário.
O documento não chegou a entrar em campo. O Brasil foi eliminado ainda no tempo regulamentar, derrotado por 2 a 1 com dois gols de Erling Haaland. A folha sobrou – e acabou encontrada e divulgada por fontes ligadas à imprensa europeia. Nela constavam informações resumidas sobre os principais cobradores noruegueses, com destaque para Haaland e o capitão Martin Ødegaard.
O que isso tem a ver com a Inglaterra
Muito. A Seleção inglesa agora é quem precisa parar exatamente esses mesmos jogadores numa eventual disputa de pênaltis. Jordan Pickford, goleiro titular dos Three Lions, tem histórico consolidado nesse tipo de situação: na Eurocopa 2024, ele chamou atenção ao usar anotações coladas em sua garrafa d’água para consultar preferências dos batedores adversários.
A questão é se a comissão técnica inglesa, ao tomar conhecimento do conteúdo da ficha brasileira, vai aproveitá-la como ponto de partida para o próprio trabalho analítico. Não se trata de copiar um material alheio – o valor real está na confirmação ou refinamento das tendências identificadas pelo staff do Brasil, que provavelmente trabalhou com um volume significativo de dados sobre os noruegueses.
Pênaltis como ciência, não como sorte
A prática de preparar esse tipo de ficha deixou de ser novidade há anos no futebol de alto nível. Hoje, praticamente toda grande seleção ou clube europeu chega às fases decisivas com relatórios específicos sobre cobradores adversários – às vezes impressos em cartões plastificados, às vezes colados em garrafinhas, às vezes consultados rapidamente no intervalo antes das cobranças.
O que torna este episódio curioso é o caminho da informação: um documento preparado para o Brasil, que não serviu ao Brasil, pode agora render frutos para uma seleção adversária numa fase ainda mais avançada da competição. Se Pickford conseguir defender alguma cobrança em Miami e a Inglaterra avançar às semifinais, o episódio certamente vai ganhar uma nota de rodapé interessante na história deste Mundial.




