Lisa Baum, 19 anos e 30 gols: o Arsenal lidera a corrida pela atacante mais cobiçada do verão

O mercado de verão do futebol feminino europeu vai mexer com nomes grandes – Alexia Putellas, Sam Kerr, Mary Earps, Georgia Stanway, Ona Batlle e Mapi León, entre outras. Mas é uma jovem alemã de origem tanzaniana quem concentra os olhares de praticamente todos os grandes clubes do continente: Lisa Baum, atacante de 19 anos do RB Leipzig, está a um passo de dar o maior salto da carreira.
Uma temporada que não passou despercebida
Baum encerrou a última temporada como artilheira do Leipzig na Frauen-Bundesliga: seis gols e duas assistências em 23 jogos como titular. Os números podem parecer modestos à primeira vista, mas o contexto muda tudo. O clube terminou em décimo lugar na liga – e ela ainda assim ficou entre as sete líderes em assistências de toda a competição. Pouquíssimas companheiras jogaram mais minutos do que ela.
A velocidade, a qualidade técnica com ambos os pés e o instinto para aparecer na hora certa chamaram atenção. Clubes como Barcelona, Lyon, Bayern de Munique, Manchester United e London City Lionesses acompanham sua situação de perto. Mas, segundo informações disponíveis, é o Arsenal quem sai na frente na disputa.
A história por trás da jogadora
Nascida na Tanzânia, filha de pai alemão e mãe tanzaniana, Baum chegou à Alemanha aos quatro anos. Cresceu chutando bola com o irmão Dennis – que faleceu em um acidente de trânsito aos 17 anos. Ela carrega as iniciais dele nas chuteiras e uma pulseira com o nome e uma frase de lembrança. “Assim, ele sempre está comigo”, já declarou.
Passou pelas categorias de base do Hamburgo e assinou seu primeiro contrato profissional com apenas 15 anos. Foi peça-chave no acesso do clube à Frauen-Bundesliga – algo que não acontecia desde 2012 – antes de se transferir ao Leipzig como agente livre no verão passado. Na seleção alemã, acumulou passagens pela sub-16, sub-17 e sub-20, onde disputou todos os cinco jogos do Mundial da categoria. Hoje é presença frequente na sub-23, mesmo sendo a mais nova do grupo.
Por que o Arsenal faz sentido – e quais são os riscos
Os Gunners perderam atletas importantes nas alas e precisam reforçar o setor. O estilo de jogo da técnica Renee Slegers, que costuma rotar as pontas e dar espaço gradual para as recém-chegadas, pode ser exatamente o ambiente que Baum precisa para se adaptar sem pressão excessiva. A evolução recente de Smilla Holmberg no clube é um sinal positivo de que o processo de integração melhorou.
Ainda assim, o negócio não está fechado. Barcelona e Lyon – finalista da última Liga dos Campeões – têm estrutura, historial e apelo suficientes para virar a cabeça de qualquer jovem talento. O Manchester United e o London City poderiam oferecer mais minutos desde o início. A decisão final ainda não veio.
O que se sabe é que Baum pensa a longo prazo. Descartou a Copa do Mundo do próximo verão como meta imediata e apontou a Eurocopa de 2029, que será disputada em solo alemão, como o grande objetivo. “Meu objetivo não é ser uma estrela. Acima de tudo, quero ser feliz com o que faço”, disse. Essa cabeça fria, combinada com o talento que já está em evidência, é exatamente o tipo de perfil que os grandes clubes raramente deixam escapar.





