Manchester United mira três volantes para reconstruir o meio-campo na era Carrick

Com Michael Carrick no comando e o meio-campo em frangalhos, o Manchester United enfrenta o verão de transferências mais decisivo dos últimos anos. A saída de Casemiro e a grave lesão no joelho de Manuel Ugarte durante a Copa do Mundo de 2026 deixaram um buraco enorme no setor – e Old Trafford quer tapar com velocidade e critério.
O que os Red Devils precisam – e por quê é urgente
A filosofia de Carrick exige controle de posse, pressão organizada e transições rápidas. Para isso, a diretoria estabeleceu dois perfis inegociáveis: um volante capaz de disputar ao menos 40 partidas por temporada e um jogador versátil que funcione ao lado de Kobbie Mainoo. Alvos como Mateus Fernandes e Sandro Tonali já foram descartados – foram para rivais. O tempo pressiona.
Os três nomes no topo da lista
Carlos Baleba, do Brighton, lidera as preferências. O camaronês de 22 anos combina robustez física com qualidade de drible incomum para um volante de contenção – uma raridade no mercado. Apesar de uma temporada 2025-2026 turbulenta, rodeada de boatos, ele continua sendo visto como o substituto mais próximo do perfil de Casemiro, com potencial de evolução real sob a tutela de Carrick.
O segundo nome é Mamadou Sangare, do Lens. Mais cerebral do que físico, o volante teve uma temporada notável na Ligue 1: dois gols e duas assistências nos últimos nove jogos, além de uma capacidade de leitura de jogo que lembrou especialistas de Aurélien Tchouaméni. O ponto de atenção é o físico menos imponente, que ainda gera faltas desnecessárias. Mas o talento está lá.
Alex Scott, do Bournemouth, fecha o trio. Moldado por Andoni Iraola, o inglês desenvolveu um estilo elegante de sair da pressão com a bola no pé – algo que conversa diretamente com o jogo de Mainoo. A dupla seria jovem, criativa e tecnicamente refinada. A questão do jogo aéreo, porém, ainda não tem resposta.
Planos alternativos e o projeto de longo prazo
Além dos três prioritários, o United costurou acordos com Ederson, da Atalanta, e Andrey Santos, do Chelsea. Ederson traz energia e presença ofensiva no 4-2-3-1 que Carrick quer consolidar. Santos, por sua vez, reforça diretamente a contenção – uma camada extra de segurança para o setor.
No fundo, o United não está só comprando jogadores. Está tentando recuperar uma identidade que se perdeu nos últimos anos. Baleba, Sangare ou Scott – cada um à sua maneira – pode ser a peça que faz o sistema de Carrick funcionar de verdade. O verão dirá qual deles será escolhido.





