Milan perde Krosche e Hardung: projeto de Cardinale desmorona antes de começar

O Milan está em crise antes mesmo de escalar. Os acordos com Krosche e Hardung, dois dos principais nomes cogitados para reforçar a estrutura diretiva do clube, fracassaram. O projeto de Gerry Cardinale para reorganizar a cúpula administrativa rossonera ficou no papel – e os problemas se acumulam rápido.
Gestão sem rumo e saídas iminentes
A crise não é só de mercado. O treinador Amorim chegou com contrato de três anos, mas se encontrou diante de uma estrutura sem planejamento real para o futuro. Sem os dois dirigentes esperados do Eintracht, o clube fica operando no improviso – justamente no momento em que precisa de tomadas de decisão rápidas e estratégicas.
E o timing não poderia ser pior. Mike Maignan e Rafael Leão, dois dos pilares do time, deram sinais claros de que querem sair. O goleiro francês, um dos melhores da Europa na posição, e o atacante português não escondem o desejo de novos ares. Perder ambos ao mesmo tempo seria um baque de proporções difíceis de absorver para qualquer projeto.
Ronaldo de fora, desconforto de todos os lados
Por fora do clube, mais uma desilusão: Portugal e Cristiano Ronaldo deixaram a competição numa eliminação que amargurou os torcedores e expôs as limitações de um modelo de jogo construído em torno de um só nome. O saldo foi duplo. Derrota da seleção, e silêncio sobre o futuro do craque no futebol de clubes.
Enquanto isso, Luka Modric não vai renovar com o Real Madrid – o que movimenta o mercado e abre especulações sobre destinos alternativos para o croata. O cenário europeu está em ebulição, e o Milan não tem estrutura para aproveitar as oportunidades que surgem.
O que vem pela frente
Cardinale precisará de respostas rápidas. Sem Krosche e sem Hardung, o clube entra no mercado de verão sem um departamento de gestão consolidado – um risco real numa janela que promete ser agitada. A concorrência não para. Inter, por exemplo, já fechou a contratação de Provedel para o gol, movimentando-se com mais agilidade.
O Milan tem talento em campo. Mas sem alicerce fora dele, o talento se perde – ou pede para ir embora.





