Saliba esquece a final da Champions e mira a Copa do Mundo pela França

William Saliba admitiu que já deixou para trás a derrota do Arsenal na final da Liga dos Campeões. A virada de chave foi rápida: o zagueiro francês já tem a cabeça totalmente voltada para a Copa do Mundo e para ajudar os Bleus a avançar na fase de grupos.
A dor de Budapeste ficou no passado
O Arsenal perdeu para o Paris Saint-Germain nas penalidades máximas, por 4 a 3, na grande decisão disputada em Budapeste. Foi um golpe duro – o clube londrino chegou perto de conquistar seu primeiro título europeu da história, mas saiu de mãos vazias. Para muitos torcedores do Gunners, a ferida ainda está aberta.
Para Saliba, não. “Já esqueci. Espero que a gente volte mais forte no ano que vem”, disse o defensor, de 25 anos. Ele reconhece que os primeiros três ou quatro dias após a final foram difíceis, mas a convocação imediata para a seleção funcionou como uma espécie de antídoto. Não havia tempo para lamentações prolongadas – a Copa do Mundo chegou logo na sequência e exigiu foco total.
Zoações à mesa com os campeões europeus
O ambiente no vestiário da seleção francesa tem seus próprios desafios para Saliba. Cinco jogadores do PSG – exatamente os que ergueram a taça contra o Arsenal – estão no grupo dos Bleus, e as zoações não tardaram a aparecer. “Com os cinco parisienses, a gente às vezes fala sobre isso, se provoca um pouco na mesa, mas é tudo na boa”, contou o ex-jogador do Olympique de Marseille.
A brincadeira é sinal de um grupo coeso. Saliba lida com o bom humor sem perder o fio da meada: o objetivo agora é outro, veste outra camisa, e a responsabilidade diante do escudo da França vale tanto quanto qualquer troféu europeu.
França pressiona por uma vaga no mata-mata
No Mundial, a seleção comandada por Didier Deschamps ocupa a segunda posição no Grupo I, com três pontos, um atrás da Noruega. O próximo compromisso é contra o Iraque, em 22 de junho, e a equipe entra como favorita clara. Se a França vencer e a Noruega também fizer sua parte, o avanço às oitavas estará matematicamente garantido.
Nesse contexto, Saliba chega em boa forma mental – o que, no futebol de alto nível, vale tanto quanto a condição física. Sair de uma derrota em uma final de Champions, absorver as provocações dos rivais e manter o foco no próximo objetivo não é algo trivial. O defensor, que se consolidou como um dos melhores do mundo na sua posição ao longo das últimas temporadas, demonstra maturidade que vai bem além dos seus 25 anos.





