PEB 2026 prepara 28 categorias nos 10 anos

O Prêmio eSports Brasil vai tratar 2026 como marco. Na edição que celebra uma década de história, a premiação confirmou um Superjúri com nomes de peso do cenário competitivo e abriu o desenho de votação que mistura especialistas e público até a cerimônia de 17 de dezembro, no Memorial da América Latina, em São Paulo.
Uma edição comemorativa com mais camadas
Não é só festa de aniversário. O PEB chega aos 10 anos tentando consolidar algo que o mercado brasileiro de games persegue há tempos: reconhecimento mais amplo para diferentes modalidades, comunidades e perfis profissionais. Por isso, a organização montou um júri com jornalistas, narradores, comentaristas, streamers, criadores e analistas do ecossistema, além de representantes do cenário inclusivo.
Entre os nomes anunciados estão Marcatto, Nessyteras, Júlia Garcia, RauleS, AMD, KOF da Depressão, Speed, CarolTheQueen, DennerDON, Macaw, KennoSV, Pinecio, Vascurado, Melany, Wendell Lira, Camilota XP, BrunoClash, Takeshi, Maria Bonino, Spacca, Tonello, Nyang, Tayhuhu, Beatriste, Afrodite Caster, Bota TCG e A Kakarota. A ideia é simples no papel e complexa na prática: reduzir bolhas. E isso pesa.
Como funcionará a votação
Ao todo, serão 28 categorias, divididas entre técnicas, semipopulares e populares. Nas técnicas, o Superjúri decide tudo, incluindo prêmios como Melhor Atleta – Cenário Inclusivo, Atleta de eSports do Ano e Melhor Técnico(a). É o recorte mais especializado da noite.
Nas semipopulares, o processo é em camadas. Primeiro, os especialistas ajudam a definir os indicados; depois, o público entra na disputa; por fim, os jurados técnicos dão a palavra final. É onde entram categorias centrais do circuito brasileiro, como melhores atletas de Counter-Strike, Fortnite, Free Fire, League of Legends, Valorant, Rainbow Six Siege, Fighting Games e Mobile Games, além de revelação, caster, comentarista, line-up e organização.
Já os prêmios populares ficam integralmente nas mãos da comunidade: Craque da Galera, Melhor Streamer, Melhor Creator – Short Form e Creator – Long Form. A votação aberta vai de 5 a 28 de agosto no site oficial do prêmio. Curto. E decisivo.
O que o PEB tenta dizer sobre o mercado
Ao longo de dez anos, o Prêmio eSports Brasil acompanhou a profissionalização do setor no país, da fase mais pulverizada dos campeonatos até o momento em que organizações, ligas, creators e marcas passaram a disputar atenção no mesmo palco. A nova identidade visual apresentada para 2026 conversa com isso: menos foco em um único nicho e mais ênfase na convergência entre comunidades.
Na leitura do mercado, a edição de aniversário também funciona como termômetro. Se a divisão entre voto técnico e voto popular der certo, o PEB reforça sua posição como principal vitrine de prestígio dos esports no Brasil. Se falhar, volta o debate antigo sobre representatividade, influência de torcida e peso real da curadoria. Por enquanto, o prêmio escolheu o caminho mais ambicioso. E faz sentido.









