Polícia prende líder substituto do crime organizado no Rio Grande do Sul

Marcos da Silva Oliveira, de 36 anos, foi capturado na noite de sexta-feira (10) na RS-135, em Getúlio Vargas, no Norte gaúcho. Conhecido pelos apelidos “Marquinhos” e “Mãe”, ele é apontado pelo Denarc como o principal nome na hierarquia de um grupo criminoso com atuação em Porto Alegre e na Região Metropolitana.
Como a prisão aconteceu
A operação foi coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico, com apoio da Polícia Rodoviária Federal, da Brigada Militar e de equipes da 11ª Região Policial. Marquinhos estava em deslocamento vindo do Paraná e, segundo os investigadores, tentou driblar a abordagem alterando o trajeto e desviando dos postos de fiscalização da PRF. Não funcionou. As forças de segurança montaram um cerco no trecho da RS-135 e interceptaram o veículo.
Ele cumpria condição de foragido e tinha mandado de prisão preventiva em aberto pelos crimes de homicídio e receptação. Ao ser detido, foi encaminhado diretamente ao sistema prisional.
O vácuo deixado por “Nego Jackson”
A ascensão de Marquinhos dentro da organização está ligada diretamente à morte de Jackson Peixoto Rodrigues, o “Nego Jackson”, ocorrida em novembro de 2024 na Penitenciária Estadual de Canoas. Com a queda do antigo chefe, Oliveira passou a centralizar a logística de drogas e armas do grupo, além de controlar a movimentação financeira da estrutura.
De acordo com o delegado Joel Wagner, do Denarc, o investigado ocupava posição consolidada na cadeia de comando. As apurações também apontam possíveis conexões com integrantes do PCC e do Comando Vermelho na região de fronteira com o Paraguai – linha investigativa que segue em andamento.
Ficha extensa, futuro na Justiça
Marquinhos acumula antecedentes por tráfico de drogas, homicídio e porte ilegal de arma de fogo. Há ainda suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro. A prisão representa um golpe relevante na estrutura operacional do grupo, mas a cúpula criminosa no estado segue sob investigação. Ele permanece à disposição da Justiça.




