Pépé marca doblete no Mundial 2026 e reafirma seu valor no Villarreal

Nicolas Pépé está em um dos melhores momentos de sua carreira. Aos 31 anos, o atacante marfinense vive uma fase de plena consistência: brilha no Villarreal, encerrou uma sólida temporada na La Liga e chegou à Copa do Mundo de 2026 como peça inegociável da Costa do Marfim. O doblete diante de Curaçao, na estreia da fase de grupos, deixou claro que ele não veio ao torneio para ser coadjuvante.
Um Mundial para confirmar o protagonismo
Na vitória por 2 a 0 contra Curaçao, Pépé foi o autor dos dois gols que abriram a campanha marfinense no torneio. Não foram gols de circunstância – foram intervenções decisivas de um jogador que entende o peso do momento. Em três partidas disputadas até agora na competição, o camisa da Costa do Marfim já soma dois gols, números que o colocam entre os atacantes mais produtivos de sua seleção em Mundiais recentes.
A atuação devolveu Pépé ao holofote internacional. Nem todos apostavam nele como figura central desta Copa do Mundo, mas o atacante de Mantes-la-Jolie – cidade ao noroeste de Paris onde nasceu em maio de 1995 – respondeu dentro de campo, que é o único lugar onde as discussões se encerram de verdade.
Temporada sólida na Espanha como base para o torneio
O bom desempenho no Mundial não surgiu do nada. A temporada 2025 com o Villarreal foi das melhores da fase espanhola de sua carreira: 36 partidas disputadas, 8 gols marcados e outras 8 assistências distribuídas. Em uma La Liga cada vez mais competitiva – com Lamine Yamal dominando manchetes e a Seleção Espanhola fornecendo talentos em série -, Pépé manteve regularidade e relevância sem fazer barulho desnecessário.
Ele integrou o grupo de sete jogadores do Villarreal convocados para o Mundial 2026, número inédito na história do clube. O fato não é detalhe: significa que o time espanhol está em um momento institucional importante, e Pépé é parte dessa identidade.
Uma trajetória construída em múltiplas ligas
Criado no futebol francês – passando por Poitiers e Angers nos primeiros anos -, Pépé construiu uma carreira itinerante que passou pela Premier League, pela Ligue 1 e pela Süper Lig turca antes de aterrissar na Espanha. Cada parada deixou marca. Nenhuma foi definitiva. A fase atual no Villarreal parece a mais equilibrada: ele tem continuidade, tem confiança do clube e tem espaço para decidir.
Sua ascendência familiar o permitiu optar pela seleção marfinense, e desde cedo assumiu essa responsabilidade com seriedade. Hoje, na Copa do Mundo de 2026, é ele quem carrega boa parte do peso ofensivo da Costa do Marfim. Com 31 anos e um doblete já no currículo do torneio, Pépé não está em fim de ciclo. Está, talvez, no melhor momento da vida.





