Saudi Pro League leva 47 jogadores para a Copa do Mundo de 2026

A liga saudita nunca teve tanto peso num Mundial. Com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando, pelo menos 47 futebolistas contratados a clubes da Saudi Pro League vão marcar presença no torneio – representando 18 seleções diferentes. O número já diz muito sobre o que virou o campeonato árabe nos últimos três anos.
Al Hilal na frente, mas o domínio é coletivo
O Al Hilal lidera a lista com 12 convocados. Entre eles estão nomes de peso: o goleiro marroquino Yassine Bounou, o lateral francês Théo Hernandez, o meia português Ruben Neves e o atacante uruguaio Darwin Núñez. Dez desses doze representam a seleção da Arábia Saudita, o que reflete a aposta do clube em mesclar estrelas importadas com a base local.
Al Nassr e Al Ahli aparecem logo atrás, com nove jogadores cada. No clube de Riyadh, o destaque óbvio é Cristiano Ronaldo, convocado por Portugal ao lado de João Félix. Sadio Mané vai defender o Senegal. No Al Ahli, a vitrine inclui Riyad Mahrez pela Argélia, Franck Kessié pela Costa do Marfim, Ivan Toney pela Inglaterra e o goleiro senegalês Édouard Mendy.
25 sauditas e uma presença global crescente
Do total de 47 atletas, 25 defendem a própria seleção da Arábia Saudita – distribuídos por nove clubes diferentes. Isso mostra que o projeto não é só de importação: a liga também está servindo de base para o desenvolvimento do futebol local, com jogadores como Salem Al Dawsari, Nasser Al Dawsari e Firas Al Buraikan confirmados na lista da Seleção Verde.
Os outros 22 jogadores carregam passaportes de países como Brasil, França, Senegal, Uruguai, Turquia, México e Gana, entre outros. Roger Ibañez vai representar a Seleção Brasileira saindo do Al Ahli. Fabinho, que migrou do Liverpool para o Al Ittihad em 2023, também está confirmado pelo Brasil. Julián Quiñones, naturalizado mexicano, sai do Al Qadsiah.
O que isso significa para o futebol global
Até pouco tempo atrás, jogar numa liga do Golfo era praticamente uma aposentadoria velada. Esse paradigma foi quebrado. A Copa do Mundo de 2026 vai funcionar como um termômetro real: se jogadores como Darwin Núñez, Théo Hernandez e Cristiano Ronaldo chegarem em alto nível ao torneio, a narrativa de que a Saudi Pro League enfraquece atletas ficará cada vez mais difícil de sustentar.
O campeonato saudita nunca foi tão decisivo fora das suas fronteiras. E o verão de 2026 vai mostrar – em campo – o quanto essa transformação é real.





