Din Thomas propõe novo formato para o cinturão BMF no UFC

O título BMF voltou a gerar polêmica depois que Charles Oliveira derrotou Max Holloway no UFC 326 de forma pouco espetacular. Agora, o analista Din Thomas apresentou uma proposta concreta para salvar o simbolismo do cinturão e recolocar a disputa no centro das atenções.
Uma luta chata demais para um título “dos brabos”
A ideia por trás do cinturão BMF nunca foi técnica. Desde que Conor McGregor colocou o cinto na cintura de Jorge Masvidal em 2019, a premissa era clara: quem carrega esse título é o lutador mais brabo, mais violento, mais disposto a trocar porrada. Por isso, a performance de Oliveira contra Holloway incomodou tanto.
O brasileiro derrubou “Blessed” cinco vezes, controlou a luta no chão por mais de 20 minutos e venceu por decisão unânime. Tecnicamente impecável. Para um BMF, porém, foi decepcionante. A comunidade do MMA reagiu com pedidos de aposentadoria do cinturão. Nada disso aconteceu.
A proposta de Thomas: MSG, uma vez por ano, sem defesas
Din Thomas tem outra solução. O analista defende que o UFC transforme o BMF em um evento anual único, sempre no Madison Square Garden, em Nova York, e que o critério de escolha dos lutadores seja simples: quem mais entreteve durante o ano.
“Minha sugestão para o BMF: você faz um novo a cada ano no Madison Square Garden e escolhe dois dos lutadores, homens ou mulheres, independentemente de categoria de peso, que tiveram o melhor ano, e os coloca para lutar no MSG, todo ano. E não precisam defender. É isso. Você luta pelo título BMF porque teve um ano incrível”, disse o analista.
O conceito elimina a lógica de defesa obrigatória e abre espaço para confrontos improváveis entre categorias diferentes. Conor McGregor já havia sugerido algo parecido recentemente, o que mostra que a ideia tem tração dentro do próprio círculo do esporte.
O que vem por aí para Oliveira e o cinturão
O UFC, por enquanto, não tem intenção de tirar o cinturão de Oliveira. O “Do Bronx” já fala em lutar contra Justin Gaethje, atual campeão dos leves, e cogita até unificar os dois títulos numa disputa a 155 libras.
Mas o caminho não é direto. Antes disso, Oliveira deve encarar Arman Tsarukyan numa revanche. O campo do lutador armênio já demonstrou interesse público no confronto, e Gaethje planeja defender seu cinturão dos leves somente em 2027. Com essa janela aberta, a trilogia Oliveira-Tsarukyan pode ser o próximo grande negócio da divisão.
Se a proposta de Thomas vingar ou não, o debate em torno do BMF revela algo maior: o UFC precisa decidir o que esse cinturão realmente significa. Um título técnico ou um prêmio pelo entretenimento? A resposta vai determinar se ele sobrevive ao próximo ano.




