Espanha campeã do mundo, mas o Real Madrid ficou fora de cena

A Espanha conquistou a Copa do Mundo de 2026, mas em Madri a festa foi pela metade. Com o Real Madrid completamente ausente do esquadrão campeão, quem salvou o orgulho da capital foi o Atlético de Madrid – e olha que por pouco.
Dois Madrids, destinos opostos
O técnico Luis de la Fuente fez uma escolha que virou polêmica antes mesmo da bola rolar: eliminou todos os jogadores do Real Madrid da lista e convocou nada menos que oito atletas do Barcelona. Foi a primeira vez na história que o clube merengue ficou sem nenhum representante em uma Copa do Mundo. Inédito e, para os torcedores do Real, humilhante.
O Atlético, por sua vez, colocou três nomes no elenco campeão – Alex Baena, Marcos Llorente e Marc Pubill. Além disso, Rodri, revelado pelo clube colchonero antes de defender o Manchester City, é considerado parte dessa identidade atleticana. Pouco, mas suficiente para que o lado vermelho de Madri tivesse alguma razão para comemorar.
La Masia domina, Bernabéu assiste
A seleção espanhola campeã, na prática, foi um mosaico de duas regiões: a Catalunha e o País Basco. O Barcelona contribuiu diretamente com oito jogadores. Se contarmos os que saíram da academia de La Masia – como Marc Cucurella e Alejandro Grimaldo -, o número passa de dez. O País Basco também teve peso real, com atletas do Athletic Bilbao, Real Sociedad e Osasuna, incluindo Mikel Merino.
Madri? Ficou como coadjuvante. E o caso de Cucurella resume bem a ironia: o lateral foi transferido do Chelsea para o Real Madrid durante o torneio, mas a FIFA usa a lista inicial para distribuir as medalhas. Então, ao erguer o ouro, ele ainda era, oficialmente, jogador do Chelsea. Um detalhe que diz muito.
Real Madrid: dez jogadores, nenhum troféu
O clube do Bernabéu chegou ao Mundial com dez representantes em seleções diferentes. O que mais chegou perto de algo foi Kylian Mbappé, artilheiro da competição. Mas a França parou nas semifinais. Resultado decepcionante – e que praticamente encerrou as chances de Mbappé brigar pela Bola de Ouro.
O restante do grupo merengue entregou muito pouco. Rüdiger e a Alemanha não foram além do esperado. Vinícius Júnior e o Brasil caíram antes da grande decisão. Valverde, Güler, Endrick e Alaba viram seus países saírem cedo. Bellingham e Brahim Díaz jogaram bem individualmente, mas não o suficiente para levar suas seleções à final.
No fim, a Copa de 2026 foi um espelho claro de uma virada estrutural no futebol espanhol. La Masia e as academias bascas deram as cartas. O Real Madrid, acostumado a dominar narrativas, desta vez só assistiu.
A conquista da Espanha no Mundial reacende o debate entre os torcedores brasileiros. Na SapphireBet você acompanha as seleções e os grandes clubes: participe da Lotaria da Copa do Mundo 2026 e aproveite o bônus de 100% no primeiro depósito (até o equivalente a 100 EUR em reais). Jogue com responsabilidade. 18+.





