19 jun 2026 17:46

Inglaterra correu 117 km contra a Croácia e Tuchel quer mais

Inglaterra correu 117 km contra a Croácia e Tuchel quer mais

A seleção inglesa abriu a Copa do Mundo com uma exibição de alto impacto físico contra a Croácia em Dallas – e não foi coincidência. Antes do torneio, a comissão técnica traçou literalmente uma linha de latitude no mapa dos Estados Unidos para encontrar a cidade-base ideal: quente o suficiente para adaptar os jogadores, mas sem cozinhá-los vivos nos treinos.

A lógica do calor

Thomas Tuchel não chegou à Copa improvisando. O treinador esteve nos Estados Unidos no ano passado, durante o Mundial de Clubes, estudando o que seria necessário para uma equipe europeia vencer num ambiente de calor intenso. O auxiliar Anthony Barry foi ainda mais direto: falou em desenvolver um “modelo de jogo à prova de calor”. Para isso, a Inglaterra voou cedo para a Flórida, antes mesmo do início do torneio, justamente para que os jogadores aprendessem a se sentir confortáveis no desconforto.

O resultado apareceu em campo. Segundo dados da própria FIFA, os ingleses cobriram 117 km totais na partida contra os croatas – volume maior do que o registrado por 39 das outras 47 seleções na primeira rodada. Em sprints na faixa entre 20 e 25 km/h, a Inglaterra acumulou 6,6 km. Apenas quatro equipes fizeram mais: França, Jordânia, Brasil e Áustria.

Calor controlado, mas não fácil

Vale um asterisco: o jogo aconteceu no AT&T Stadium, coberto e climatizado, com temperatura interna mantida em torno de 22°C. Lá fora, Dallas registrava 34°C. A proteção do teto ajudou – mas não eliminou o desgaste. A umidade dentro do estádio foi suficiente para detonar vários jogadores. John Stones terminou a partida com câimbras nas duas pernas. Tuchel não escondeu: “Alguns jogadores sofreram porque estava bem quente e úmido, e o jogo foi muito intenso.”

O treinador, no entanto, leu os números pós-jogo com satisfação evidente. “Eles realmente deram tudo. Os jogadores disseram que estava difícil de aguentar. Todo mundo estava muito cansado no vestiário – e eu gosto disso, porque significa que fizemos algo de verdade.”

O caminho ainda vai esquentar mais

O desafio agora é sustentar esse ritmo. Os próximos dois jogos da fase de grupos serão em Foxboro, contra Gana, e em New Jersey, contra o Panamá – estádios sem o mesmo sistema de ar-condicionado de Dallas. As previsões indicam chuva e temperaturas mais amenas nesses duelos, o que pode adiar o problema.

Mas se a Inglaterra avançar como favorita ao título do grupo, o roteiro passa por Atlanta, Cidade do México e, possivelmente, Miami nos quartos de final. Miami não tem estádio coberto. As temperaturas podem passar dos 35°C com umidade sufocante. É exatamente esse cenário que a comissão técnica tentou simular desde o começo da preparação – e por que a vitória contra a Costa Rica em Orlando, por 3 a 0, numa tarde quente e úmida, ainda é usada como referência por Tuchel e pelo veterano Jordan Henderson. “Foi a melhor atuação em amistoso pré-torneio que já vi”, disse o meio-campista. “Fisicamente parecíamos muito bem.”

A prova de fogo real, porém, ainda está por vir. Boston na terça-feira é o próximo destino. E Tuchel sabe que pressionar o acelerador por 90 minutos no calor americano, rodada após rodada, é o único caminho que ele aceita trilhar.

calor Copa do Mundo Dallas Seleção Inglesa Thomas Tuchel
ads banner banner girl
100%
ganhe o bônus
Saiba mais

Últimas notícias

TUDO

Novos jogos

TUDO