19 jun 2026 16:45

Nico Williams descarta saída e quer cumprir contrato até 2035 no Athletic

Nico Williams descarta saída e quer cumprir contrato até 2035 no Athletic

Chega de especulação. O ponta basco Nico Williams deixou claro, a partir do centro de treinamento da seleção espanhola nos Estados Unidos, que não tem intenção alguma de deixar o Athletic Club – e que, se fosse por ele, assinaria para ficar lá pelo resto da carreira. A declaração encerra, ao menos por ora, meses de rumores que colocavam o jogador na mira do Barcelona.

A saga do verão passado ainda ressoa

No último mercado de transferências, Williams se tornou um dos nomes mais cobiçados da Europa. O Barcelona pressionou com força, e o entorno do jogador chegou a sinalizar abertura para negociações. No fim, ele optou por renovar com o clube de Bilbao até 2035 – uma decisão que, agora, ele reafirma com convicção.

“Me sinto muito à vontade no Athletic”, disse o atacante. “A primeira coisa que quero fazer é retribuir o carinho que me demonstraram este ano. Gostaria de cumprir todo o meu contrato – assinaria isso agora mesmo. Mas no futebol tudo pode acontecer. Se o clube quiser me vender, terei que sair. Porém, se dependesse de mim, ficaria lá pelo resto da vida.”

A ressalva final não passou despercebida. Williams reconhece que a decisão final cabe à diretoria dos Leones, não só a ele. É uma realidade do futebol moderno: contratos longos protegem clubes, mas raramente impedem transferências quando há dinheiro suficiente na mesa.

Uma temporada marcada pela dor física

O discurso de fidelidade ganha ainda mais peso quando se leva em conta o ano complicado que Williams atravessou. Ele sofreu com osteíte púbica – uma das lesões mais traiçoeiras do futebol, sem prazo fixo de recuperação – e ficou de fora de uma semifinal europeia crucial. Ao voltar, uma lesão muscular sofrida contra o Valencia o tirou de três jogos consecutivos na La Liga, diante de Espanyol, Celta de Vigo e Real Madrid.

“A pubalgia é incrivelmente frustrante. Num dia, você vê a luz no fim do túnel e, no outro, se sente péssimo. Isso pode se arrastar indefinidamente”, admitiu o jogador. “Já essa lesão muscular tem um prazo definido – três ou quatro semanas. Me sinto bem agora, mas há risco de recaída.”

Apesar das ausências, o técnico da seleção, Luis de la Fuente, manteve confiança plena no atacante e o convocou para a Copa do Mundo de 2026, disputada em território norte-americano.

Copa do Mundo: recuperação em ritmo acelerado, mas com cautela

Na estreia espanhola, um empate sem gols frustrante diante de Cabo Verde, Williams entrou apenas nos minutos finais – aos 86. Ritmo de jogo zerado, corpo ainda no processo de readaptação. O próximo compromisso, contra a Arábia Saudita, deve lhe render mais minutos.

“Acho que estarei 100% antes das oitavas, bem a tempo para o jogo contra o Uruguai”, projetou. “Estamos tentando acelerar a recuperação, mas com cuidado. Voltar depois de tanto tempo parado é difícil.” Ele ainda deixou claro sua preferência tática: “Para mim, é melhor começar a partida do que entrar no segundo tempo. Mas ficarei feliz com qualquer função que me for atribuída.”

Com 22 anos e um contrato de uma década pela frente em Bilbao, Williams representa exatamente o que o Athletic Club historicamente defende: talentos formados na casa, fiéis à camisa. Raros no futebol de hoje. Ainda existem.

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