Gaethje, divisão dos leves e as perguntas da semana: o que esperar agora no UFC

É sexta-feira, e isso significa uma coisa: hora de mergulhar nas dúvidas que os fãs mandaram ao longo da semana. Pela terceira semana consecutiva, o volume de perguntas foi alto – e as respostas, divididas entre os analistas, revelaram opiniões bem distintas sobre o futuro imediato do UFC.
O caos nos leves: quem enfrenta Gaethje agora?
A divisão dos meio-leves já era confusa. Com Justin Gaethje batendo Ilia Topuria em Baku e coroando um novo campeão, ficou ainda mais. O que fazer agora, com o Georgian recusando uma revanche imediata?
Uma linha de raciocínio aponta para Arman Tsarukyan vs. Charles Oliveira 2 antes de qualquer movimentação pelo cinturão. O vencedor desse duelo enfrentaria Gaethje no primeiro trimestre de 2027. Outra visão coloca Tsarukyan direto numa disputa de título – o histórico da famosa “caminhonete” entre os dois já tem narrativa suficiente para vender o combate. Há quem prefira que o UFC aguarde o desfecho de Conor McGregor vs. Max Holloway antes de traçar qualquer rota. De todo modo, o consenso é que Topuria não merece revanche imediata: não defendeu o cinturão nenhuma vez e foi desmontado de forma bastante clara.
Máquina do tempo no UFC 1: quem mandaria para 1993?
Uma das perguntas mais divertidas da semana foi sobre uma viagem hipotética ao UFC 1, em novembro de 1993. O torneio original era um experimento sem categorias de peso, sem rounds, sem luvas – puro caos controlado por Rorion Gracie.
Francis Ngannou apareceu como favorito unânime para dominar aquele cenário. Tamanho e poder bruto do tipo que o torneio de 1993 jamais havia visto. Carlos Prates também entrou na conversa como agente do caos puro. Jiří Procházka recebeu menção honrosa pela imprevisibilidade. Do outro lado, Tai Tuivasa foi apontado como alguém que, na prática, já parece ter saído de uma cápsula do tempo daquela era – estilo de luta raiz, sem floreios.
Pereira reclamou demais ou tinha razão?
A derrota de Alex Pereira para Ciryl Gane no UFC 307 ainda gera debate. O brasileiro alegou ter sofrido ao menos três golpes ilegais durante o combate. Justo reclamar?
A resposta depende de onde você está. Há quem diga que a arbitragem no MMA é estruturalmente falha – golpes ilegais raramente resultam em pontos descontados, e câmera lenta comprova isso. Do outro lado, a crítica é de que Pereira estava perdendo a luta com golpes legais também: velocidade e potência de Gane estavam acima. O volume das queixas públicas do campeão pareceu desproporcional, especialmente porque não há revanche no horizonte. O maior problema? Não há sistema de replay oficial, e enquanto isso não mudar, reclamar é válido – mas não resolve.
Cutelaba, a água no octógono e as jogadas sujas que são legais
A semana também trouxe questões mais pontuais. Ion Cutelaba desistiu de uma luta que parecia estar vencendo após levar um joelhada no abdômen – e ficou sentado no chão conversando com o árbitro enquanto levava socos. A explicação mais gentil: simplesmente ficou sem gás e decidiu ir embora.
Já sobre Manel Kape molhando os pés e espalhando água pelo octógono antes de sua luta, a lógica é simples: a lona do UFC é conhecida por ser abrasiva. Pés levemente úmidos melhoram a tração e reduzem o risco de escoriações. Nada ilegal – só incomum na intensidade com que Kape fez isso.
E as jogadas sujas mas dentro das regras? Cada analista tem a sua favorita. Cobrir a boca do adversário no clinch, o chute oblíquo lateral no joelho, o “oil check” discreto que nenhum árbitro penaliza. O mais brutal da lista, segundo a memória coletiva: a torção de ombro que Jon Jones aplicou em Glover Teixeira – eficiente, barata e memorável do jeito errado.





