18 jun 2026 17:30

República Checa e África do Sul se enfrentam na Copa do Mundo com a eliminação no horizonte

República Checa e África do Sul se enfrentam na Copa do Mundo com a eliminação no horizonte

Dois times com zero pontos, uma derrota cada e a necessidade urgente de reagir. Nesta quarta-feira, em Atlanta, República Checa e África do Sul duelam pela segunda rodada do Grupo A numa partida que já tem sabor de decisão: quem perder fica praticamente fora do Mundial.

O que deu errado na estreia

A Bafana Bafana não apenas perdeu – foram destruídos. Na derrota por 2 a 0 para o México, anfitrião do torneio, a equipe sul-africana terminou o jogo com nove jogadores. Yaya Sithole foi expulso aos 49 minutos e Themba Zwane ainda viu o cartão vermelho antes do apito final. Para ter ideia do absurdo: na Copa do Mundo inteira de 2022, no Catar, saíram apenas quatro cartões vermelhos. Os sul-africanos praticamente igualaram esse número sozinhos. Com dois a menos, amargaram apenas dois toques na área adversária. Ofensivamente, foram invisíveis.

Os tchecos sofreram de maneira diferente, mas igualmente frustrante. Abriram o placar contra a Coreia do Sul com Ladislav Krejci de cabeça – o zagueiro do Wolves marcou pelo terceiro jogo competitivo seguido – e chegaram a controlar boa parte da partida. O problema foi o fim: os sul-coreanos viraram nos últimos 20 minutos e fecharam em 2 a 1. Tomas Soucek ainda teve um gol anulado por impedimento e o substituto Adam Hlozek parou em defesa espetacular. Deu azar, sim. Mas também faltou consistência.

O que esperar do duelo em Atlanta

Com Sithole e Zwane suspensos, o técnico sul-africano deve apostar em Oswin Appollis para dar velocidade ao ataque, ao lado do centroavante do Burnley, Lyle Foster. A Bafana Bafana não tem escolha: precisa atacar mais. Três dos quatro jogos deles na última Copa Africana de Nações terminaram com mais de 2,5 gols – e nenhum adversário ali tinha o nível da República Checa.

Os tchecos chegam sem desfalques e com Hlozek pressionando por uma vaga no time titular. A espinha dorsal do meio-campo é Soucek: somente em nove aparições nas eliminatórias, o volante registrou ao menos dois chutes em campo em sete delas. Marcou na goleada de 6 a 0 sobre Gibraltar e também no revés por 5 a 1 na Croácia. Sua ameaça aérea é constante – tanto em bolas paradas quanto no jogo aberto. E os tchecos adoram uma bola parada: Krejci já havia balançado a rede nos playoffs do repescagem contra Irlanda e Dinamarca antes mesmo de chegar ao Mundial.

Na frente, Patrik Schick lidera o ataque com 22 gols em 32 jogos pelo Bayer Leverkusen na última temporada. Lukas Provod e Pavel Sulc completam o trio ofensivo. A África do Sul, que conquistou apenas uma vitória nos últimos oito compromissos e foi vazada em nove dos dez jogos mais recentes, terá muito trabalho para conter esse sistema.

O que está em jogo

Um empate não serve de muita coisa para nenhum dos lados. Com México e Coreia do Sul já na frente, quem sair de Atlanta sem os três pontos ficará dependendo de resultados alheios para avançar. Simples assim. O contexto favorece uma partida aberta, com ambas as equipes obrigadas a buscar o gol – o que pode resultar numa tarde de muitas emoções para os torcedores e de muito sofrimento para os técnicos. O vencedor mantém o sonho. O perdedor começa a fazer as malas.

África do Sul Atlanta Copa do Mundo Grupo A República Checa
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