Inglaterra enfrenta DR Congo nas oitavas e Bellingham mira mais um decisivo

A seleção inglesa encerrou a fase de grupos no topo da chave L e agora se prepara para o primeiro duelo eliminatório da Copa do Mundo contra a República Democrática do Congo, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. O desafio parece administrável no papel, mas os Leopardos já mostraram que não vieram para ser figurantes.
Uma fase de grupos para esquecer, mas com o objetivo cumprido
A Inglaterra passou pelo grupo sem brilhar. A vitória por 4 a 2 sobre a Croácia abriu o torneio com euforia, mas o que veio depois esfriou o entusiasmo dos torcedores. O empate sem gols contra Gana foi sofrido e contestado. O 2 a 0 sobre o Panamá, que parecia encaminhado, exigiu mais esforço do que o placar sugere. Thomas Tuchel ainda não encontrou a equipe ideal.
O treinador alemão tem rotacionado bastante, e novas mudanças são esperadas para o confronto com os congoleses. Jarell Quansah segue em dúvida com uma lesão, e Declan Rice deve reaparecer entre os titulares após período de gestão de carga. No setor ofensivo, a indefinição continua: Anthony Gordon, Noni Madueke, Marcus Rashford e Bukayo Saka foram escalados em diferentes momentos, mas nenhum conseguiu se firmar como primeira opção. A falta de repertório criativo pelas pontas é, até agora, o maior problema coletivo dos Three Lions.
Bellingham como centro de tudo
Se há um nome que não está em discussão, é Jude Bellingham. O meia do Real Madrid tem sido o melhor jogador inglês em campo de longe. Foi ele quem definiu a virada contra a Croácia com um gol de alta qualidade técnica, e foi ele quem balançou a rede e deu uma assistência contra o Panamá nos momentos em que a equipe mais precisava. Com 23 anos, Bellingham parece crescer na medida em que o palco fica maior. Nas oitavas, ele é o candidato natural a ser o fator decisivo mais uma vez.
O que esperar da República Democrática do Congo
Para os Leopardos, já é história. Nunca antes a RD Congo havia alcançado a fase eliminatória de uma Copa do Mundo. Sebastien Desabre montou um time pragmático e difícil de ser desarmado. Contra Portugal, segurou o 1 a 1. Contra a Colômbia, perdeu por 1 a 0 num jogo disputado. E mostrou capacidade de reação diante do Uzbequistão: saiu perdendo para Eldor Shomurodov, virou e venceu por 3 a 1.
O nome a se observar é Yoane Wissa, atacante que defende o Newcastle na Premier League. Apesar de uma temporada discreta no clube inglês, apenas um gol em 19 partidas na liga, o centroavante de 29 anos está em outro patamar neste Mundial: três dos quatro gols congoleses passaram por ele, incluindo um cabeceio preciso contra os portugueses. Na fase de grupos, Wissa acumulou nove finalizações, quarto maior volume entre todos os jogadores do Grupo K. Jordan Pickford deverá ser testado.
A estratégia do Congo deve se basear em bloqueio defensivo baixo e transições rápidas, justamente o padrão que mais incomoda a Inglaterra. Tuchel sabe disso. Se os Leopardos conseguirem organizar a saída em velocidade, o jogo pode ficar tenso por muito tempo. A Inglaterra tem líderes em campo, Rice de volta é um reforço importante para conter esse tipo de situação, mas o caminho não deverá ser simples. Uma vitória sólida por margem estreita parece o desfecho mais provável para os ingleses seguirem em frente.





