7 jun 2026 19:14

Switch 2 completa um ano: foram os estúdios terceiros que sustentaram o console

Switch 2 completa um ano: foram os estúdios terceiros que sustentaram o console

Um ano após o lançamento do Nintendo Switch 2 passou sem um único “momento de geração” – sem um exclusivo sensacional, sem um lançamento revolucionário que virasse a indústria de cabeça para baixo. E, ainda assim, o console se mantém firme. O paradoxo é que justamente essa constância silenciosa pode acabar sendo sua maior força.

Mario Kart World: muita ambição, menos diversão

O grande evento do lançamento foi Mario Kart World – a primeira parte completa da série em 11 anos, sem contar o vasto DLC de Mario Kart 8 Deluxe. A Nintendo tentou repensar o gênero: em vez de um conjunto de pistas isoladas, um único mundo aberto em que todos os circuitos se conectam pelas chamadas “Connections”. Soa ousado. Na prática, esses trechos de transição são monótonos, as próprias pistas não marcam, e o sistema de parkour de kart exige tanto esforço para dominar que o novato simplesmente não chega à diversão.

No fim, o papel de principal vitrine de corrida ficou aquém do esperado. Mas é justamente aqui que se esconde a verdadeira história do primeiro ano do Switch 2. O console virou inesperadamente uma plataforma de pleno direito para jogos de terceiros – e isso, talvez, pela primeira vez em décadas. Nele saíram Pragmata, Resident Evil Requiem, Cyberpunk 2077, Final Fantasy VII Remake e Rebirth, Hades II, Silksong, Yooka-Replaylee, o novo Rune Factory, Octopath Traveler 0 e toda uma onda de remakes de Dragon Quest. A lista pode seguir por um bom tempo.

Algo assim não acontecia desde os tempos do Super Nintendo – um console que já tem mais de trinta anos. Historicamente, as plataformas da Nintendo eram vistas como lugar para jogos da Nintendo. Todo o resto ia para PlayStation ou PC. O Switch 2 quebra esse estereótipo. E não com declarações barulhentas, mas com um fluxo silencioso de ports e lançamentos exclusivos de estúdios terceiros.

Para que comprar um segundo console se há o Switch 2

O Steam Deck não acompanha os lançamentos atuais. O PS5 continua sendo um prazer caro. Diante disso, o Switch 2 parece inesperadamente versátil: portabilidade, imagem aceitável, uma biblioteca consistente. Não é o ideal em hardware – mas o suficiente para você não precisar buscar um segundo console.

A Nintendo, por sua vez, não fracassou na própria frente. Donkey Kong Bananza teve boa recepção. Star Fox está a caminho. Parte dos lançamentos first-party – Yoshi and the Mysterious Book, Pokopia – passou despercebida pelo grande público, e isso é normal: nem todo projeto precisa ser um acontecimento. O importante é que o Switch 2 deixou de ser uma alternativa de nicho. Tornou-se o console principal – e, para muitos, o único. Um ano depois, isso soa como um elogio.

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