Congo volta à Copa após 52 anos e estreia contra Portugal na fase de grupos

Em 17 de junho de 2026, a República Democrática do Congo retorna ao palco mais importante do futebol mundial. O adversário na estreia? Portugal, atual campeão da UEFA Nations League. Cinquenta e dois anos de espera condensados em 90 minutos.
A memória de 1974 e a necessidade de apagar uma ferida
A última vez que a seleção congolesa pisou em um Mundial, o país ainda se chamava Zaire. O resultado foi devastador: três derrotas, 14 gols sofridos, nenhum marcado. A campanha ficou marcada não pela superação, mas pela impotência – e virou referência negativa na história do futebol africano.
Mais de meio século depois, os Leopardos chegam com outra proposta. O técnico Sébastien Desabre construiu um grupo que aposta em organização defensiva e transições rápidas para tentar competir de igual para igual com seleções de maior tradição. A ideia não é sobreviver. É jogar.
Quem faz esse time funcionar
A espinha dorsal do Congo tem nomes conhecidos do futebol europeu. Chancel Mbemba, zagueiro com passagens por Newcastle e Porto, é o líder da defesa. Na frente, Cédric Bakambu carrega a experiência de quem já atuou em ligas de peso. Ao redor deles, nomes como Yoane Wissa e Meschack Elia – velozes, desequilibrantes, capazes de criar problemas reais em qualquer linha defensiva.
A provável escalação dos congoleses: Lionel Mpasi; Gédéon Kalulu, Chancel Mbemba, Dylan Batubinsika, Arthur Masuaku; Samuel Moutoussamy, Charles Pickel, Edo Kayembe; Meschack Elia, Yoane Wissa, Cédric Bakambu.
O tamanho do desafio
Portugal chega ao Mundial 2026 entre os favoritos. Seleção experiente, elenco recheado de jogadores que atuam nos maiores clubes do planeta, vencedora da última edição da Nations League. O contraste com a realidade congolesa é evidente.
Mas contraste não é impossibilidade. A Copa do Mundo já viu seleções africanas surpreender candidatos ao título em estreias de grupos. O Congo sabe disso. A motivação de representar um país que esperou décadas por esse momento não é retórica – é combustível real dentro de um vestiário. A história que os Leopardos querem escrever começa em junho.





