29 jun 2026 12:23

Dembélé defende o título, Messi bate recordes: a briga pela Bola de Ouro 2026 nunca foi tão aberta

Dembélé defende o título, Messi bate recordes: a briga pela Bola de Ouro 2026 nunca foi tão aberta

Com Messi e Cristiano Ronaldo deixando de monopolizar o prêmio mais cobiçado do futebol, a disputa pela Bola de Ouro de 2026 chegou ao período decisivo sem um favorito claro. O Mundial da América do Norte transformou a corrida: quem brilhar no torneio pode pular vários degraus na votação de uma só vez.

O reinado de Dembélé e a temporada europeia encerrada

Ousmane Dembélé, que superou anos de lesões e irregularidades para vencer a Bola de Ouro em 2025, volta a aparecer entre os candidatos. O francês foi peça central no Paris Saint-Germain que conquistou a Liga dos Campeões pela primeira vez na história do clube – feito que, historicamente, pesa muito na votação do prêmio. A cerimônia está marcada para 26 de outubro em Londres, mas o veredicto final provavelmente só fará sentido depois da Copa do Mundo.

Na temporada europeia, o PSG dominou. Além da Champions, o clube parisiense repetiu o título da Ligue 1, e dois nomes do elenco aparecem com força entre os pretendentes: Khvicha Kvaratskhelia, eleito o melhor da fase eliminatória da Champions ao marcar ou assistir em sete jogos consecutivos, e Vitinha, escolhido melhor jogador da final e considerado por muitos o melhor meia do mundo hoje. Achraf Hakimi, o melhor lateral-direito do planeta, também carrega no currículo o título africano e a Champions.

Messi ressurge, Haaland acumula gols, e o Mundial reescreve tudo

É no torneio norte-americano que a disputa ganha outra dimensão. Lionel Messi chegou ao Mundial em forma absurda: seis gols nos três primeiros jogos da Argentina, quebrando o recorde histórico de gols em uma única edição de Copa do Mundo. O oito vezes vencedor da Bola de Ouro, que também faturou seu segundo MVP da MLS após liderar o Inter Miami ao título, tem um caminho favorável pelas fases eliminatórias – o que pode render ainda mais argumentos para uma candidatura improvável, porém real.

Erling Haaland, por sua vez, chegou ao Mundial após uma temporada de 55 gols pelo Manchester City, somando ainda FA Cup e Carabao Cup. Pela Noruega – de volta ao torneio pela primeira vez desde 1998 – marcou quatro vezes na fase de grupos. Kylian Mbappé retomou o nível no Real Madrid com 52 gols na temporada, e Lamine Yamal, de 18 anos, é o favorito nas apostas, embora uma lesão tenha limitado seu ritmo antes do torneio.

A Copa Africana como fator extra

Outro elemento incomum neste ciclo foi a Copa Africana de Nações, que distribuiu pontos extras na corrida. Ismael Saibari, do PSV, venceu o torneio com Marrocos e ainda foi eleito o melhor da Eredivisie, atraindo o interesse do Bayern de Munique. Hakimi também se beneficiou do título continental, mesmo com a final tendo sido anulada pela CAF. Para os africanos, a janela para subir no ranking da Bola de Ouro foi mais larga do que nunca.

A temporada ainda não acabou. Quem levantar a taça no Mundial – seja Messi com a Argentina, Haaland com a Noruega ou qualquer outro nome desta lista – chega à cerimônia de outubro com um argumento difícil de rebater.

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